segunda-feira, 27 de março de 2017

Andar para trás



Num casamento em 1961



O casamento era da Cândida com o Alexandre

Os quatro da fotografia eram amigos muito chegados de um ou de outro e eu era dos dois.

Quanto à toilette estávamos tranquilas, mas os homens iam de fraque! Assim sendo, 

tínhamos de levar chapéu. Para a "Aidinha " tudo a Mãe resolvia e pespegou-lhe com 

aquela "toque" , na minha opinião  horrorosa, mas era "muito moda".

Para a Graça, sempre sorridente, o chapéu era da Josefina, colega que casou entretanto 

com outro colega, Mário Queiroz de quem eu era muito amiga. Só que no próprio dia, o 

chapéu  ainda estava em casa da dona, nem mais nem menos que  na  Arrifana. 

E quem o traria ou quem o iria buscar? E como seria o chapéu?

Na hora de o usar nada disto se sabia. Resolveu-se, já não me lembro como e o chapéu era

 uma elegante "capeline"que ficava muito bem, como se pode comprovar.

Eu tive a sorte de uma amiga  de Farmácia e de Lisboa, as entendidas que ditavam a 

moda no Lar,  ter um "cloche" à minha medida  e ao meu gosto. De cor azul turquesa, 

exactamente igual à de um desenho discreto do vestido.  Portanto ficava a matar!!!!!!
Do fraque do Barbedo nada sei!

Recordo com muita saudade a Graça, a Josefina e o Mário.

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